Livro Biodiversidade Marinha da Baía da Ilha Grande com exposição fotográfica será lançado no Jardim Botânico
6/3/2008

livro
Coral Tubastraea, Foto de Enrico Marone

O livro Biodiversidade Marinha da Baía da Ilha Grande, um estudo inédito que inventariou a biodiversidade marinha da Baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, será lançado no Jardim Botânico no dia 7 de março, às 19h, no Centro de Visitantes. No mesmo dia, será inaugurada a exposição fotográfica que retrata as paisagens marinhas da Baía da Ilha Grande, fruto de imagens colhidas durante as atividades de levantamento do projeto realizado entre 2003 e 2005. A mostra estará aberta à visitação até o dia 17 de março.

O projeto, coordenado pelo biólogo marinho Joel Creed da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), contou com a participação de 45 pesquisadores e alunos da UERJ, o Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Os resultados estão sendo divulgados no livro Biodiversidade Marinha da Baía da Ilha Grande, organizado pelos professores Joel C. Creed, Débora O. Pires e Marcia A. de O. Figueiredo e publicado na Série Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente. O estudo é um subprojeto do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira – PROBIO do MMA.

A Baía da Ilha Grande foi caracterizada como extremamente rica em espécies bênticas marinhas, como também de peixes recifais e de praias arenosas. Dentre os sete grandes grupos de organismos inventariados (macroalgas marinhas, equinodermas, cnidários, moluscos, crustáceos, poliquetas e peixes), registrou-se um total de 905 espécies. Foram encontradas 20 espécies novas para a ciência, 241 novas ocorrências para a Baía da Ilha Grande, 44 espécies endêmicas do Brasil, 16 espécies oficialmente ameaçadas de extinção no Brasil e 5 espécies exóticas introduzidas. Houve também uma espécie de molusco endêmica da Baía da Ilha Grande, até então considerada como possivelmente extinta, que foi novamente encontrada. O grupo mais rico foi o de moluscos com 378 espécies, seguido por peixes com 190 espécies. O estudo também caracterizou as condições ambientais e os impactos ao meio-ambiente marinho que ocorrem na região. O livro está sendo disponibilizado pelo MMA.

A exposição de fotografias, também intitulada Biodiversidade Marinha da Baía da Ilha Grande, do fotógrafo Enrico Marone, poderá ser vista no Centro de Visitantes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro até o dia 17 de março.

A Baía da Ilha Grande merece esta atenção da comunidade científica - os resultados da pesquisa já estão sendo utilizados pelos órgãos ambientais para planejar ações conservacionistas na região” diz Joel Creed.

Páginas iniciais e sumário

 

 

 

 

 

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