Jardim Botânico do Rio de Janeiro investe na qualidade do atendimento
7/2/2014

sEm entrevista, o diretor de Gestão Renato Cader fala sobre programa de capacitação dos colaboradores e outras iniciativas para melhor atender aos visitantes.

Atento aos grandes eventos que o Rio de Janeiro receberá neste e nos próximos anos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro deu início, em dezembro de 2013, a seu Programa de Excelência no Atendimento ao Público. O programa visa à capacitação dos profissionais do Jardim que trabalham diretamente com o público, como seguranças, recepcionistas e pessoal da bilheteria.

Responsável por coordenar o programa, o diretor de Gestão do JBRJ, Renato Cader, fala sobre essa e outras iniciativas do Jardim Botânico para melhorar cada vez mais o relacionamento da instituição com o público.

O Programa de Excelência no Atendimento ao Público é uma novidade no JBRJ. Do que se trata exatamente?

Cader – O programa consta de uma série de cursos de capacitação e de dinâmicas voltados para o desenvolvimento de habilidades e atitudes individuais, bem como para o aprimoramento técnico dos colaboradores terceirizados do Instituto. Visa ainda preparar esses profissionais para os desafios específicos com os quais se deparam cotidianamente no seu ambiente de trabalho.

Como se dá a implantação do Programa e como é custeado?

Cader – Os cursos são ministrados por 16 especialistas da própria instituição, o que significa que o custo de implantação é quase zero. Os treinamentos se dão em três módulos. O primeiro é de Excelência no Atendimento ao Público, que iniciamos em dezembro e que já atendeu a 60 profissionais. O segundo módulo, que começa em fevereiro, é o de Inglês Instrumental. E mais para a frente teremos o módulo de Alfabetização e Letramento, pois identificamos que há colaboradores nos setores de jardinagem e de limpeza que necessitam de atenção nessa área. Até o fim do ano, esperamos capacitar 400 profissionais.

De que consta o curso de Excelência no Atendimento?

Cader – São diversas disciplinas, que abrangem desde a história do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – nome oficial do JBRJ – até o conhecimento mais aprofundado de nossas coleções, passando pela missão e a estrutura organizacional do Jardim, entre outros temas. Temos também o que chamamos de dinâmicas intersetoriais. Elas visam reunir todos os registros de reclamações que recebemos e trazê-los para discussão entre os diferentes setores envolvidos.

Com 60 colaboradores atendidos no primeiro mês, já é possível perceber resultados?

Cader – Sim. Esse programa já está fazendo diferença na instituição, não só no sentido do desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes dos profissionais, mas também na motivação deles, o que é muito tangível. Não é apenas uma questão de aumentar a qualidade do trabalho, mas também a qualidade de vida dessas pessoas, que contribuem para a construção de um Jardim Botânico cada vez melhor. E isso é só o começo.

Que dizer que há outras iniciativas em vista?

Cader – Exatamente. As iniciativas de melhoria da qualidade do atendimento não se esgotam nesse programa. Elas fazem parte de uma estratégia para melhorar a comunicação e a interatividade com os diversos públicos do JBRJ. Nessa linha, o Jardim prevê lançar, em meados de 2014, o projeto Jardim Virtual, que incluirá o desenvolvimento de um novo portal do JBRJ na web, um aplicativo mobile e a ampliação do wi-fi em toda a área de visitação. E tudo isso acontecerá em um ambiente ainda mais seguro, pois já estão sendo instaladas 166 câmeras de segurança nas áreas do arboreto e do horto florestal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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