Nota de Esclarecimento sobre a interrupção das atividades do Cineclube do Jardim
9/1/2014

A presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro se pronuncia sobre o fechamento temporário do Cineclube do Jardim.

Diante da repercussão que vem tendo a interrupção das atividades do Cineclube no Centro de Visitantes do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) a partir de 31 de dezembro de 2013, e devido às informações inverídicas ou especulativas sobre uma suposta “oposição” entre cultura e ciência que estaria embutida na visão da atual gestão, cumpre-nos esclarecer:

• O aviso de que a atividade seria interrompida se deu em setembro de 2013, portanto três meses antes, em reunião entre a Presidência do Jardim e o curador do Cineclube, o cineasta Walter Lima Júnior, que foi tratado com o respeito que merece.

• Na ocasião, com serenidade, foram expostos os motivos: falta de patrocínio, em primeiro lugar; em segundo, a necessidade de o JBRJ socorrer projetos deficitários, como o que atende 85 jovens de comunidades do Rio de Janeiro, treinando-os para o primeiro emprego, com ajuda financeira.

• O terceiro motivo se deve ao fato de que tanto o Centro de Visitantes, como o Museu do Ambiente (espaços mais adequados para o funcionamento do Cineclube) entrariam em obras simultaneamente. O Centro de Visitantes será modernizado para acolher o programa Jardim Virtual e o Museu para obras no telhado e calhas, prevenção contra danos causados pelas chuvas.

• Na ocasião da conversa com o cineasta, por quem temos grande apreço, tivemos ocasião de externar algumas preocupações. Entre elas está a necessidade de fazer com que a área cultural se integre mais às atividades científicas do Jardim, buscando mais sinergia com a temática principal da Instituição, que é a conservação da biodiversidade. Sempre falamos em interação, integração, diálogo, e não em exclusão ou oposição.

• Nossa intenção é reabrir o Cineclube em seis meses, se as obras terminarem no cronograma previsto (junho de 2013);

• Quanto à proposta de curadoria, esta será escolhida mediante seleção pública a partir de edital, o que é conforme e mais adequado a uma instituição federal, regida pelo direito público.

• Oferecemos em setembro ao cineasta, que só se manifesta agora e pelos jornais, ajuda no sentido de buscar um patrocínio ou elaborar um projeto, o que não foi acolhido pelo mesmo.

• Não é nossa intenção questionar, interromper ou desconstruir o “corredor cultural” instituído pelo Presidente anterior; isto nunca foi sequer considerado pelo corpo de dirigentes do JBRJ.

• Esclarecemos ainda que, com relação ao Espaço Tom Jobim, não existe nenhuma pendência institucional. Muito pelo contrário, a Presidência parabenizou o Curador daquele Espaço pela excelente programação de 2013, manifestando desejo de estreitar e fortalecer a parceria.

Com estes esclarecimentos, esperamos acalmar os ânimos e inspirar a certeza de que está em curso uma gestão modernizadora do JBRJ, que elegeu como eixo principal a sustentabilidade e a excelência científica, sem menosprezar as outras dimensões. Não existe sustentabilidade sem ciência, cultura, consciência social e ambiental. Muitas iniciativas estão sendo tomadas na Instituição para melhorar ainda mais o que o Jardim Botânico do Rio de Janeiro oferece a todos os cariocas, brasileiros e estrangeiros que o visitam diariamente.

Samyra Crespo
Presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

 


 

 

 

 

 

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