Físico Henrique Lins de Barros assume a chefia do Museu do Meio Ambiente
24/1/2014

Fechado para obras de manutenção, o Museu reabrirá em 2014 com espaço e programação renovados.

Pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), especialista em biofísica internacionalmente respeitado por seus estudos com seres vivos em campos magnéticos, o físico Henrique Lins de Barros tomou posse na chefia no Museu do Meio Ambiente na terça-feira, 21 de janeiro.

No evento, a presidente do JBRJ, Samyra Crespo, afirmou que o Museu do Meio Ambiente deve liderar o projeto de memória histórica da instituição. A mudança de direção visa promover avanços no legado deixado pela gestão anterior. A presidente acrescentou que a criação do conselho curador do Museu do Meio Ambiente em dezembro de 2013 foi o primeiro passo nesse sentido. Agora, Lins de Barros assume o desafio de integrar arte, cultura, ciência e educação ambiental.

Com perfil multidisciplinar, Henrique Lins de Barros é um especialista e militante da divulgação científica no país. Participou da idealização da Revista Ciência Hoje, foi diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), produziu filmes e escreveu diversos livros sobre ciência, três deles sobre a vida e a obra de Santos Dumont. Recebeu a Comenda Nacional do Mérito Científico, a Medalha 20 anos da Ciência Hoje e a Ordem do Mérito Aeronáutico, entre outras.

Tamanha bagagem permite-lhe assumir o desafio de institucionalizar o Museu do Meio Ambiente. Ele enfatiza que não haverá rupturas: os programas serão continuados, mas terão a pesquisa produzida no JBRJ para embasá-los. “O Jardim Botânico acumulou em seus 200 anos de história e de pesquisa um acervo riquíssimo. Hoje, temos potencial para produzir exposições próprias a partir deste material. Há uma riqueza de conhecimento na área da botânica que deve ser compartilhada, transformada em conhecimento social. E o Jardim será o ponto central para falar dos desafios ambientais”, afirmou.

Para compor os conteúdos dos programas do Museu, a nova gestão pretende trabalhar três níveis históricos. Tratará questões do passado por meio do acervo da instituição. Implicará o presente a partir do desenvolvimento da pesquisa atual e evocará o futuro em projeções sobre o tempo e as expectativas.

“Os museus são espaços imprescindíveis, falam sobre nossa identidade e expõem parte importante de nossa história, estimulando a reflexão sobre o que vimos e sobre o que vemos. Permitem compreender os novos desafios que temos pela frente”, acrescentou.

Por estar localizado em um espaço como o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que recebe cerca de um milhão de visitantes por ano, Henrique se anima com o potencial de alcance das atividades que o Museu implementará. Para atingir um público diverso, o físico sugere que a linguagem se aproxime do universo do visitante. “Um museu precisa dialogar com seus visitantes a partir de seu olhar, em vez de tentar transportá-lo para uma abstração distante”, concluiu.

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